quarta-feira, 8 de junho de 2011

Relatos de uma final no Basquete

Hoje eu estava na escola vagabundiando, quando o Jão me chamou e disse:

Você  joga basquete?
Eu pensei, e não entendi a pergunta, se ele queria saber se eu sabia jogar, se eu jogava, sabia as regras, ou sei o que é basquete, acabei respondendo que conseguia jogar...
Me chamaram para a final do 16º Interclasse, coisa importante, parecia que iam faltar jogadores, fui para dar uma ajuda.
Comecei no banco, pois tinham jogadores suficientes, o jogo estava indo bem, para o time adversário. Entrei por alguns minutinhos no jogo, não toquei na bola, pois tinha medo de cometer alguma infração ou sair da tática de jogo que eles haviam planejado, alem de que numa das ultimas vezes que tentei jogar futebol resolvi correr atras da bola, e acabei apanhando.
O placar estava em 30x3, sim, nós estávamos com 3, estavamos no intervalo, tudo parecia perdido, mas eis que surge do além, além da grade da quadra, um sábio! Era o sábio professor Maurício, e com toda sua experiencia em observação ele proclamou as sábias seguintes palavras:
Sabe porque vocês estão perdendo?Porque o outro time está jogando melhor.
Era o incentivo que precisavamos para virar o jogo...
Aconteceu que fizeram uma descoberta incrível, estava tudo realmente perdido, e já que estava tudo perdido, o sábio Maurício fez uma observação do tipo "Pobre menino, já está tudo acabado mesmo, deixe ele jogar..." e, com outras palavras, convenceu um dos jogadores a ceder seu lugar.
Fui correndo, não quis saber de estratégias, mas tinha poucas chances de fazer uma cesta, até porque os outros jogadores preferem jogar a bola no vácuo ou pra um jogador adversário que passá-la pra min.
E quantas vezes eu penso:
Se ele houvesse jogado a bola pra min, eu tinha alguma chance de acertar, mas ele ficou com medo de jogar pra min, e acabou que ficamos sem bola!
Ja estavamos nos ultimos segundos, toda aquela concentração de pessoas do lado da cesta adversária, quando a bola escorrega e cdai nas minhas mãos. Eu corri, não havia ninguem na minha frente, cheguei perto da cesta e lancei a bola, mas antes que ela pudece iniciar seu movimento uniforme variado, surgiu uma mão por cima de min e retardou a tragetória da bola.
Ouvi  um apito e uma voz gritando um número, em seguida mandaram eu lançar a bola de um ponto específico, não sei porque, mas segui as ordens.
Joguei uma vez, acertei a cesta, mandaram jogar denovo, acertei mais uma.
Começou mais uma correria, foi o tempo de eu chegar até o outro lado da quadra e o juiz iniciou o fim do jogo.
Me arrependi de não ter corrido mais no jogo, eu podia ter feito os pontos de diferença, eram só uns 40.

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